O PT está definitivamente dentro das eleições do próximo ano, que disputará pela primeira vez sem Lula como candidato a presidente. A preocupação com sua sucessão é o centro já era centro das decisões do Planalto, de discursos e agora tomou conta da executiva nacional petista, em especial na pessoa de José Eduardo Dutra, novo presidente da sigla.O ex-senador Dutra venceu em primeiro turno as eleições do último domingo (22) com mais de 50% das indicações, seguido por José Eduardo Cardozo, com 19,4%, Geraldo Magela (12,4%), Iriny Lopes (11,6%), Markus Sokol (1%) e Serge Goulart (0,6%). Dutra é da chapa Construindo um Novo Brasil, ala do grupo ligado a Lula, Dilma Rouseff, José Dirceu, Ricardo Berzoíni e etc.
A eleição de Dutra abre vertentes sobre os rumos do partido. O continuísmo da ala governista permanece soberan
o dentro do PT. Isso representa um sinal verde para que os mensaleiros (José Dirceu e etc) ainda possuem vez e voz dentro da sigla e Dilma certamente contará com a influência deles para fazer campanha. O mais do mesmo veio na pele de um novo comandante do partido, que ao virar para o espelho vera refletida a imagem dos velhos caciques da aldeia vermelha.Por outro lado o racha dentro do PT é visível. Sete chapas concorreram à direção nacional, o que representa que o grupo lulista já não é unânime dentro da sigla. Estas chapas foram chamadas pelo presidente como autoras da provável divisão dentro do partido.
Mas não é só o racha interno que Dilma terá de combater. Se quiser mesmo ser a sucessora de Lula, a ministra vai ter mostrar sua estratégia para lidar com o PM









